MSC cancela cruzeiros do Armonia no Mar Vermelho

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A MSC Crociere anunciou na última semana que não operará mais no Mar Vermelho, como havia anunciado há vários meses atrás. A empresa italiana teria pela segunda vez consecutiva, o MSC Armonia, um dos menores navios de sua frota, operando com base em Sharm-el-Sheik, no Egito. Os cruzeiros de uma semana, seriam realizados de meados de novembro de 2013 a março de 2014, com escala em destinos como Aqaba, na Jordânia, e Eilat, em Israel, além de outras cidades do Egito, como Safaga.

Porém, alegando problemas políticos e instabilidade social, a MSC optou por cancelar estas viagens, substituindo-as por roteiros nas Ilhas Canárias. A medida segue a linha de operação da Costa Crociere, principal concorrente da MSC ao redor do mundo, que anunciou em 2012 que operará um navio durante o verão austral exclusivamente nas Canárias em 2013/2014. Assim como o Costa Classica, o MSC Armonia, já em 2013/2014, operará roteiros pelo arquipélago espanhol, destinados ao mercado italiano, e com escala em Funchal, na Ilha da Madeira.

Diferentemente da Costa, porém, os cruzeiros da MSC terão sete noites, e base em Las Palmas, e dois diferentes roteiros. O primeiro com escala em San Sebastian de La Gomera, Funchal e St. Cruz de Tenerife, sendo que com pernoite nestes últimos dois, e o segundo com escalas em Agadir e Casablanca, no Marrocos, além de Arrecife e Rosario, nas Canárias. O roteiro do Costa Classica possui 10 ou 11 noites, e embarca em St. Cruz, escalando mais portos nas Canárias, e no Marrocos, onde visita Agadir e Casablanca em todos os cruzeiros.

Para mais informações sobre a possível operação da MSC
durante a Copa do Mundo de 2014, clique aqui. 
Para 2013/2014, a MSC, porém, retornará aos Emirados Árabes, com embarques em Dubai e Abu Dhabi, roteiro que tinha deixado de realizar em 2012/2013. O MSC Lirica, que havia realizado a primeira temporada da companhia na região em 2011/201, realizará entre novembro e o final de março, e escalas em Muscat, Khasab, Khawr Fakkan, além de Dubai e Abu Dhabi, onde serão realizados os embarques.

Na América do Sul, a já amplamente temporada 2013/2014 não sofreu alterações, e terá quatro navios: MSC Preziosa, e MSC Poesia, estreantes, e MSC Magnifica e MSC Orchestra. A novidade deverá ficar por conta da vinda ao Brasil durante 2014 do MSC Divina, provavelmente fretado, para o período da Copa do Mundo de Futebol.

Texto e Imagens (©) Copyright Daniel Capella.

Le Soléal estréia em Barcelona

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Fotos da primeira escala do Le Soléal em Barcelona, Espanha, no dia 7 de julho de 2013. A escala se dá durante a única viagem que o navio realizará na Europa em sua primeira temporada, já que seus dois primeiros cruzeiros, iniciados em Veneza e Lisboa, respectivamente, são posicionais, e tem como finalidade, levâ-lo a Groelândia, onde realizará temporada até meados de agosto.

Neste mês, realizará um cruzeiro pelo Mar Glacial Ártico, atravessando o norte do continente americano, que terá inicio na Groelândia (Kangerlussuaq), e final em Anadyr, Russia. De lá, partirá para a Ásia, mas não antes de realizar alguns cruzeiros pelo instável Mar de Bering, chegando, inclusive a escalar no porto russo de Petropavlovsk, na Sibéria. O Soléal foi entregue no começo deste mês à Compagnie du Ponant, é o terceiro novo navio da companhia, e realizará cruzeiros exclusivamente em áreas exóticas, com suas pouco mais de 4,500 toneladas e 200 passageiros. Para ver mais sobre o navio, clique aqui.

Texto (©) Copyright Daniel Capella.
Imagens (©) Copyright Miguel Garcia Galvez.

Regent Seven Seas encomenda novo navio

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O Seven Seas Mariner é um dos três navios da atual frota da companhia.
A Regent Seven Seas, uma das marcas do Prestige Cruise Holdings, encomendou um novo navio ao estaleiro italiano Fincantieri. O contrato definitivo assinado no dia 10 de Julho, é o resultado de um amplo período de estudo, que culminou com um projeto state-of-the-art, como descrito pela companhia, para a construção de um navio ultra-luxuoso. 

O novo navio se chamará Seven Seas Explorer, e terá capacidade para 738 passageiros, acomodados somente em cabines com varanda. Será o terceiro navio da Regent Seven Seas que só possui essa tipo de acomodação (os outros dois são o Seven Seas Mariner e o Seven Seas Voyager), e tem previsão de entrega para meados de 2016. Quando terminado, o Explorer terá 54,000 toneladas, 223 metros de comprimento, 31 metros de largura, e 7 de calado, números que tornarão-o o maior navio da frota da companhia, que, além do Seven Seas Mariner e do Seven Seas Voyager opera ainda o Seven Seas Navigator. 

O valor do contrato de construção é de aproxima damente 450 milhões de dólares, o que ainda tornará o Explorer um dos navios de luxo mais caros já cons- truído. O investimento, entretanto, resultará no domínio do mercado de cruzeiros ultra luxuosos, já que a Regent Seven Seas passará a oferecer a maior oferta neste setor do mercado, com o aumento de 40% no número de leitos total possibilitada pela entrada em serviço do Explorer.

Os interiores do navio serão elaborados pelo renomado escritório sueco Tillberg Design, em associação com outras empresas do setor, que terão liberdade para decorar 300 suítes, um Atrium de nove andares, três lojas, um teatro de dois andares, seis restaurantes de turno livre, e um espaçoso Canyon Ranch SpaClub. 

A Regent Seven Seas é uma das duas marcas do Prestige Cruise Holdings, presidido por Frank Del Rio, que também fundou a Oceania Cruises, a outra marca do grupo Prestige, e anteriormente, ocupou importantes cargos, e foi um dos revelantes nomes na formação da Renaissance Cruises. O Seven Seas Explorer será o primeiro navio construído na administração do grupo Prestige, que adquiriu a companhia em 2008, do anterior dono, o conglomerado Carlson. A Regent Seven Seas, fundada em 1990 tem sua história ligada ao grupo Radisson, que opera também uma cadeia de hotéis ao redor do mundo. A Prestige Cruise Holdings por sua vez, é controlada pela Apollo Management, empresa de investimentos que detém cerca de 50% da deficitária Norwegian Cruise Line (os outros 50% são da Genting Hong Kong). 

Seven Seas Navigator. 
Há mais de um ano, já havíamos adiantado aqui no blog WorldCruises.com a intenção da Regent Seven Seas em construir um novo navio para sua frota (clique aqui para ver). Na época, imaginava-se que, caso a construção fosse confirmada, o Seven Seas Navigator, mais antigo e menor navio da companhia, poderia deixar a frota, como noticiamos (clique para ver). Ao menos por enquanto, porém, isto não deve ocorrer. já que o navio tem roteiros na companhia previstos até novembro de 2014, que devem ser realizados sem nenhuma alteração; após esta data seu futuro está em aberto. 

Texto (©) Copyright Daniel Capella.
Imagens (©) Copyright Daniel Capella e Regent Seven Seas.

Garçom é denunciado por morte de ex-tripulante do MSC Musica

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MSC Musica em alto mar na noite anterior ao crime. 
O Ministério Público Federal denunciou o garçom Bruno Souza Bicalho pelo homicídio da ex-tripulante do MSC Musica Camilla Peixoto Bandeira, de 28 anos, encontrada morta no interior da cabine que dividia com o companheiro, no dia 10 de janeiro de 2010. Bruno teria assassinado a ex-namorada estrangulada.

Para o MPF, o acusado agiu de “forma consciente, livre e voluntária” e “matou, por motivo fútil, com emprego de asfixia e valendo-se de recurso que dificultou a defesa da vítima”. O crime ocorreu por volta das 9 horas. De acordo com a denúncia, Bruno teria cometido o crime por ciúmes da vítima e por receio de que ela terminasse o relacionamento entre os dois. De acordo com os autos, Camilla tinha decidido romper com Bruno e desembarcaria do navio no próximo porto de parada, o Porto de Santos.

Após a morte de Camilla, a MSC alterou
o horário de saída de vários roteiros do MSC
Musica, por motivos técnicos, e para que
as visitas da polícia ao navio não  atrasassem
ainda mais seus já prejudicados
horários. Clique aqui para ver.
Ainda conforme a denúncia, de autoria do procurador da República Thiago Lacerda Nobre, após asfixiar a namorada, que acabara de acordar, Bruno voltou ao seu posto de trabalho, entregou alguns sucos a pedido de hóspedes e depois retornou à cabine que dividia com Camilla. Por volta das 9h42, ele telefonou para a recepção do navio para informar o ocorrido. A enfermeira, o capitão e o imediato do navio, então, se dirigiram para o local, mas encontraram Camilla morta.

Conforme os socorristas, a vítima estava “praticamente sentada e com o ombro direito contra a parede”. Bruno chegou a defender a tese de que Camilla havia cometido suicídio. Segundo o rapaz, ela teria se enforcado em um lençol. Ele informou ainda que teria retirado a tripulante da posição e realizado procedimentos de massagem cardíaca. No entanto, as testemunhas negaram ter visto qualquer lençol pendurado ou no chão ou na cabine.

Ainda conforme a denúncia, “a discrepância entre a versão apresentada por Bruno e a realidade posta das testemunhas já referidas mostra-se ainda mais evidente após a reconstituição dos fatos, demonstrando-se a incongruência dos argumentados apresentados pelo denunciado, especialmente em razão do cenário fático encontrado imediatamente após a morte de Camilla”. Além disso, “a prova técnica obtida no curso das investigações também indica para a consciente improbidade de ocorrência de enforcamento”.

Texto (©) Copyright A Tribuna.
Imagens (©) Copyright Daniel Capella.

Revitalização da frota da Portuscale: mais fotos.

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Fotos recentes dos trabalhos no Funchal, Princess Danae e do Porto, em Lisboa, Portugal. 
Para mais informações sobre as revitalizações, e também operação da Portuscale, que pode em breve atuar no Brasil, clique aqui
Imagens (©) Copyright Rui Minas Agostinho.

Portuscale no Brasil? Possibilidade surge enquanto obras continuam em Portugal e França.

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As intervenções nos navios da antiga frota da Classic International Cruises, que agora formam a recém estabelecida companhia portuguesa Portuscale Cruises, no momento a única no mercado de cruzeiros de nossa pátria mãe, continuam a todo o vapor. Após a saída do Porto da doca-seca do estaleiro lisboeta Naval Rocha, foi possível avançar nos trabalhos no Funchal, que estava há anos imobilizado esperando por recursos para a finalização de uma grande intervenção que se arrastava desde 2010, e que se fazia necessária para que o navio pudesse voltar a operar. Com mais de 50 anos, e materiais hoje considerados inadequados no quesito segurança em seus interiores, o Funchal não poderia navegar, com base nas regras do SOLAS 2010, caso o seu interior não fosse completamente reconstruído.
Assim, o antigo proprietário do navio, George Potamianos, que foi seu guardião por mais de três décadas, havia iniciado as obras de reconstrução quando ainda vivo, e pretendia voltar a operar o navio completamente renovado em 2011, quando este completaria 50 anos de sua construção, terminada em 1961. Potamianos, porém, estava com sua situação financeira prejudicada, e veio a falecer em meados do ano passado, deixando o navio a seus dois filhos, que apesar de bem intencionados, não foram capazes de dar seguimento as obras no navio, ou a companhia de seu pai, a Classic International Cruises. Agora propriedade de Rui Alegre, mentor da Portuscale Cruises, o Funchal vê finalmente seus interiores sendo reconstruídos, e sua revitalização próxima de um fim.
O Funchal deverá voltar a operar já em Julho, em um cruzeiro posicional que está sendo comercializado no mercado português, e o levará a Gotemburgo, na Suécia, onde realizará alguns cruzeiros fretado ao mercado sueco. De lá, retornará a Lisboa, em outro cruzeiro posicional que será comercializado. Em Lisboa embarcará para um cruzeiro aos Açores, também destinado ao mercado português, e que terá cerca de 10 noites. Os cruzeiros voltados ao mercado português também terão embarque em Oporto, no Norte de Portugal. A companhia, que já tem seu site no ar (clique para ver), planeja em um futuro próximo operar também no Brasil, onde dois de seus navios, o Funchal e o Princess Danae, que será renomeado Lisboa, já realizaram diversas temporadas, até o início dos anos 2000, como apurou a equipe do blog WorldCruises.com recentemente. Ainda não está claro quais navios viriam ao Brasil, a época que a operação ocorreria, ou a forma como esta será feita. É possível que a BCR, de Milton Sanches, esteja envolvida no negócio.
Azores em Marselha
Princess Danae/Lisboa. 
AzoresEnquanto isso, em Marselha, o Azores, ex-Athena, segue em doca-seca, também passando por inter- venções. Assim como o que ocorreu com o Porto e o que sucederá com o Princess Danae/Lisboa, as intervenções são menores em se comparando as do Funchal, mas ainda assim são extensivas. Além da nova aparência externa, motores e maquinário passaram por total renovação, enquanto as áreas públicas e operacionais internas também estão sendo modificadas. O Azores deverá operar neste verão europeu fretado a um operador russo, que já havia anunciado seu fretamento enquanto ainda era navio da Classic International Cruises. Já o Lisboa, continua na cidade homônima aguardando a saída do Funchal da doca seca para a parte mais efetiva de sua revitalização. 

Mais fotos da revitalização da frota da Portuscale: clique aqui

Texto (©) Copyright Daniel Capella.
Imagens (©) Copyright Rui Minas Agostinho e Clemént Mousset.

Em Santos, navio fica atravessado no canal de navegação

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Nikos N na Holanda.
O navio graneleiro Nikos N, de bandeira de Hong Kong, perdeu o leme por volta das 15 horas desta quarta-feira, quando entrava no Porto de Santos. Sem direção, o cargueiro ficou atravessado no canal de navegação, em direção a Praia do Góes, no Guarujá.

Conforme apurou A Tribuna, o prático que estava a bordo acionou dois rebocadores, que foram ao local prestar apoio ao navio. Após ter o leme restabelecido, o Nikos seguiu em direção ao terminal 12 A para o embarque de 50 mil toneladas de açúcar a granel.

Quebra de recorte absoluto em navios de conteiner
Vindo de Busan, na Coréia do Sul, o Cap San Nicolas, da Hamburg Sud, atracou no Porto de Santos na madrugada do último dia 19, e quebrou o recorde absoluto em tamanho de navios de conteiner na cidade (em comprimento linear, outros maiores já escalaram). 

Construído na Coréia do Sul, o navio que realiza sua primeira viagem comercial e é o primeiro de uma nova classe, possui capacidade para 9,669 teus, e 333,20 metros de comprimento, por 48,20 de boca. 

 Texto (©) Copyright A Tribuna e Daniel Capella.
Imagens (©) Copyright Ruud Coster e Marcelo Lopes.

 

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