Island Escape é vendido, vira Ocean Gala, e pode voltar ao Brasil em 2016

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Já sem os logos da Island Cruises, que desde 2009 era
 propriedade da Thomson Holidays.
Substituído pelo Splendour of the Seas na frota da Thomson Cruises, o Island Escape acabou vendido pela companhia britânica. O comprador, um consórcio de investidores da Flórida, renomeou o navio Ocean Gala, e pretende operá-lo fretado a terceiros. Um dos futuros destinos do navio, inclusive, pode ser o Brasil. 

A inglesa Thomson Cruises vendeu o Island Escape para a Cruise Holdings Inc. O navio será renomeado Ocean Gala, e operará fretado a terceiros, tanto como navio de cruzeiro quanto como hotel flutuante.

Segundo o Cruise Industry News, os dois primeiros destinos da embarcação serão a Escandinávia e a América do Sul. Nessa segunda área, o navio irá operar, ainda segundo o site, fretado por um experiente grupo turístico local a partir do final de 2016. Não estão disponíveis mais informações no momento, entretanto, como um país sul-americano com tradição no mercado de cruzeiros, o Brasil pode ser o destino do navio.

Após aposentar o navio no final da alta temporada européia, a companhia britânica anunciou no começo do mês que aceitou a proposta da Cruise Holdings, e vendeu o navio. Operando exclusivamente no Mediterrâneo há alguns anos, o Escape foi substituído na frota da Thomson pelo Splendour of the Seas, que foi adquirido pelos ingleses em março, e irá começar a operar pela sua nova companhia em abril.

A Thomson vinha operando o Island Escape desde que a Island Cruises foi encerrada, em 2009. A companhia era uma joint-venture entre o grupo Royal Caribbean e a First Choice Holidays do Reino Unido, e chegou a operar dois navios em cruzeiros informais pela Europa e Brasil. Quando a parceria entre os operadores foi encerrada, a frota da companhia foi dividida; enquanto a Royal Caribbean manteve o Island Star (transferido para a Pullmantur como Pacific Dream e mais tarde Horizon), a First Choice, que havia sido fundida com a Thomson, ficou com o Island Escape.

O navio passou à administração da Thomson Cruises, e apesar do encerramento oficial da companhia, foi mantido como Island Escape sob a marca Island Cruises, focando em um público ligeiramente mais jovem que o que viaja nos navios da Thomson. A Island Cruises deixou de existir em definitivo em outubro deste ano, com o fim da última temporada do Escape pelo Mediterrâneo.

Apesar de substituir o navio na frota inglesa, o Splendour of the Seas será operado diretamente pela Thomson Cruises, como Thomson Discovery.

Entregue em 1982, o Island Escape foi originalmente um ferry, construído para uma nova linha entre Nova Iorque e as Bahamas. A operação, no entanto, não foi um sucesso, e o navio acabou transferido para o Báltico antes de ser vendido, já em 1985 para a Sundance Cruises. A companhia o adaptou e transformou em navio de cruzeiro, operando-o como Stardancer.

A embarcação também navegou pouco para a companhia já que a Sundance entrou em acordo para fundir-se a Eastern Cruise Line já em 1987. Da junção das duas companhias surgiu a Admiral Cruises que o operou com o mesmo nome até 1989, quando foi adquirida pela Royal Caribbean Cruises.

Nesse ano, o Stardancer foi adaptado e entrou em operação para a Royal Caribbean International como Viking Serenade. Com um Viking Crown acrescido a chaminé, e novas cores no casco, ganhou a distinção de ser - até hoje - o único navio não construído especificamente para a Royal Caribbean a navegar pela marca norte-americana.

Como Island Escape, em Santos, no ano de 2009.
Como Viking Serenade operou por mais de dez anos até ser dedicado a um novo projeto em 2002, a Island Cruises. Renomeado Island Escape, navegou na Europa e Brasil até 2009, com cruzeiros informais voltados a uma clientela mais jovem e descontraída.

Nas fotos, o navio é visto no começo deste mês chegando a Brest, na França, onde entrará em doca-seca e será, em breve, renomeado Ocean Gala.

Texto (©) Copyright Daniel Capella.
Imagens (©) Copyright Christian Herrou, Michel Flot e Daniel Capella.

3 comentários:

Anônimo disse...

Se for o Brasil, só pode ser a CVC.

PRANAS disse...

Com as grandes empresas se retirando ,,vai ter lugar para fretadores ,,

PRANAS disse...

Com as grandes empresas se retirando ,,vai ter lugar para fretadores ,,

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