Governo Federal suspende obras no cais de Outerinhos, em Santos, e Clia Abremar lamenta

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MSC Divina inaugura a primeira fase do novo cais de Outeirinhos, em 2014
O Governo Federal cancelou a segunda fase das obras de ampliação e realinhamento do cais de Outeirinhos, no Porto de Santos. A obra, anunciada em 2011 como parte dos investimentos em infraestrutura para a Copa do Mundo, visava melhorar a capacidade de recebimento de navios de passageiros no porto de Santos, aumentando o cais atracável próximo ao terminal de passageiros da cidade, o Concais.

Construído há quase um século como parte do Porto de Santos, o Cais de Outeirinhos deveria passar por uma reestruturação completa com as obras do Governo Federal. Considerado o maior investimento portuário do Programa de Aceleração do Crescimento voltado à Copa 2014 (PAC-Copa), o cais seria alinhado em sua margem direita, na proximidade com o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini e, de 630 metros, passaria a ter 1.283 metros. E a profundidade de seus berços, que passaria de 4,5m ou 7,5m para 15m, permitiriam a atracação de navios maiores e mais modernos – além de ter a possibilidade de atracar, simultaneamente, seis navios de cruzeiros em vez de três.

Com a obra completa, o cais de Outeirinhos passaria a ter 1,2 km de compri-
mento, permitindo a atracação de até 6 navios simultaneamente. 
A primeira etapa da revitalização foi concluída após quatro anos de obras, no primeiro semestre de 2016, ao custo de R$ 267,2 milhões. Nela, foram entregues 779 metros do costado. No entanto, devido à indisponibilidade de recursos, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016, o Governo afirma que não tem condições de arcar com os R$ 275 milhões prometidos para a segunda etapa das obras.

Considerado o mais importante, o segundo estágio do projeto, nas proximidades e em frente ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, é vital para a movimentação de passageiros. Ou seja, o terminal seguirá sem a infraestrutura necessária para atracação de navio de grande porte.

De acordo com Marco Ferraz, presidente da CLIA ABREMAR BRASIL (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), a interrupção dos recursos é lamentável, uma vez que o alinhamento do Cais e a dragagem do Porto seriam um passo importante na direção da modernização de sua estrutura e no respeito aos milhares de turistas que embarcam e desembarcam ali anualmente. “Falta infraestrutura e, com isso, não conseguimos prestar um serviço de primeira para os passageiros: os navios têm que atracar longe e utilizar barcaças para abastecimento de água e combustíveis. Além disso, as companhias têm que contratar mais de 40 ônibus a cada embarque e desembarque, uma vez que o turista não pode andar pelo cais. É um transtorno para todos e a obra sanaria esses problemas”, afirma Marco.

A nova avaliação de orçamento pela União deverá ocorrer somente em outubro. E, se for retomada a programação desses repasses, as obras devem seguir por alguns anos ainda.

  Texto (©) Copyright Abremar (adaptado).
Imagens (©) Copyright Daniel Capella.

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